O caminho obscuro traz claridade ao seu fim
Na reportagem há um furo, um tiro de festim
Que atravessa a parede oca e cinzenta
E invade o nada querendo atingir a mim
Mas a caminhada é longa e árdua
Minhas camadas diversas
Divirto-me com o atrevimento
Reflito e choro por um momento
Mas procuro me recuperar às pressas
As forças que em mim habitam
São por muitos desconhecidas
Camuflam-se na leveza e fragilidade
De uma donzela enternecida
Mas trespassando as anáguas
Da doce fêmea em perigo
Habita uma corajosa guerreira
Capaz de superar os mais intensos ataques
Até a mais branda besteira
Sempre altiva (uma diva!) que levanta e sacode a poeira.
Nenhum comentário:
Postar um comentário