domingo, 26 de abril de 2015

(RE)CORRENTE


Há quanto tempo não te vejo
E você ainda causa em mim
Uma reação, um lampejo
Não sei se bom ou se ruim

As paixões ardentes e intensas
Com o tempo se amenizam
Agora etéreas, antes densas
Enfurecem, tranquilizam

Já vaguei noutros caminhos
Conheci novos lugares
Passei por alguns espinhos
E fui alvo de olhares

E volta e meia ainda  me vejo
Pensando no “Como seria?”
E se sucumbíssemos de desejo?

E se não partisse à revelia?

Satisfação

O tempo passa rápido
E eu tenho que passar também
Passar de fase
Passar em um concurso
Passar o dia na esperança de tempos melhores

Mas o tempo melhor é senão o agora
Repleto de possibilidades
Limpo, claro e seu
Aproveitá-lo é a obrigatoriedade
De quem intenta viver bem

Jeito a gente dá
Desculpa a gente arranja
Mas assim só se posterga
Procrastina...
(...)
E ligando o automático
Passamos a viver não o que queremos
Mas o que querem por nós
O que sobra
O que resta
Noves fora

E aí? Tá bom?