Presa num
sofá circular
A criança procurava seus medos espantar
Com uma
caneca brilhante
Um cordão e um barbante ela aprendeu a sonhar
E foi
assim tão de repente
Que toda aquela gente parou para observar
E com uma
lágrima contida
A matriarca abatida
Viu seu pesadelo se realizar
Aquele
anjinho inocente
Já possuía em mente um plano complexo a executar
E toda a
armadilha armada
Já não valia de nada, não se podia duvidar
É assim
com todo filho, a mãe cria no sucrilho,
No mingauzinho de milho pra depois ele
se mandar
Todo a
aquele poder investido, na mãezinha de vestido,
Hoje se encontra adormecido no
mesmo velho sofá circular.
Como é que
qualquer criança
Poderá enfrentar as mudanças se aquele ser ficar a empacar?
É certo
que precisamos de auxílio, de afeto,
Mas POXA, o feto um dia em homem irá se
transformar!
Superproteção,
uma ameaça à nossa formação
Tão
dependentes seremos então
Se não
caminharmos com nosso próprio caminhão.