Deixando pra depois
Nem lembro o que deixei
E o que me vem é só o nada
A vontade deletada
A ânsia anestesiada
- “De quê?”
Eu já nem sei
Vejo ao meu redor
Sucesso, conquistas, vitórias
Virtualmente me contam suas glórias
Alcançando seus desejos
E passo a tela abatida
Lembrando-se da minha lida
Curvilínea, sem forma, esmaecida
Do querer só se vê um lampejo
Mas a ele me agarro e pelejo
“Cada qual tem seu tempo” – recordo
Não mais me desespero, espero
E, no romper de cada dia, acordo