segunda-feira, 31 de julho de 2017

Fear of the fear

Bloqueio
Paro e penso
E paro
...

É o medo
Que me toma
Que se agiganta
E me diminui

Faz-me parecer incapaz
Torna aerada minha construção concreta
Induz-me a erro na questão (que sei) correta
Vem sorrateiro retirar-me a paz

O melhor a ser feito
É dividi-lo em partes
É confrontá-lo em pequenas porções
Que de tão ínfimas
Parecerão inofensivas

Apesar de tal conselho
Parecer-me sábio e sensato
Segui-lo para mim não é tão simples

Não me é algo inato

terça-feira, 25 de julho de 2017

O inevitável abrir de portas

O que realmente importa?
O que te move?
O mundo gira
O tempo não para
E você?

Que bom seria
Saber o que o futuro te reserva
Para extirpar a daninha erva
E ver florescer o jardim mais belo

Impossível se agarrar ao ar
À plêiade quase infinita de desfechos
Vai vai vai... não vou
Conservo essências, descarto apetrechos

Sinto o peso do incerto
Sei que o incômodo é geral
Para uns menos traumático
Para outros, visceral

Caminho outro não há senão seguir
Fingindo se importar
Sorrindo, dispersos, a continuar

No pesado fardo de existir