A tristeza me acompanha
Mas que a minha poesia
Ela não impregne
Que ela flua
Seja leve
Que navegue
Seja breve
Ou demore
Que não faça morada no cinza
Que vista as lentes do bonito
E que possa ser alegria
Até mesmo em momentos de peito aflito
Como um grito no vácuo
Um agito na mansidão
E possa ser grande, ser tão
Completo por ser infinito
domingo, 23 de setembro de 2018
quarta-feira, 22 de agosto de 2018
Acesso bloqueado
Passam os dias
Passam os carros
Passa a vontade
Deixa pra lá
A dura rotina
Engole as ideias
E cospe a agenda
A se observar
Irônico é que não mais observo
O que acontece ao meu redor
Já não reparo
Nem ao menos paro
Sigo o trabalho, limpo o suor
Sobre viver
Nada sei sobre.
Passam os carros
Passa a vontade
Deixa pra lá
A dura rotina
Engole as ideias
E cospe a agenda
A se observar
Irônico é que não mais observo
O que acontece ao meu redor
Já não reparo
Nem ao menos paro
Sigo o trabalho, limpo o suor
Sobre viver
Nada sei sobre.
sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
Procura-se
Agora nada
Depois, não se sabe
O que inspira
O que pode virar
Poesia
Viro a mesa
Viro o copo
Viracopos na escala
E viajo
Em pensamentos
Vagueio pelo abstrato
Imprimo-os em papel paisagem
Outra hora em papel retrato
Tentando captar no ato
Aquela ideia distraída
Aquela que, quando lida,
Faz-nos pensar: “De fato!”.
terça-feira, 9 de janeiro de 2018
Com que roupa?
Não sei quando ou como adquiri
esse hábito, mas costumo reservar as minhas melhores roupas para eventos
especiais. E penso que algumas delas são tão importantes que ainda não saíram do
guarda-roupa. Mas quais seriam essas ocasiões? Não sou uma pessoa que sai muito
e, quando o faço, não vou a nenhum baile real.
Exagero assim, porque é esta a
importância que dou às minhas roupas novas. Espero um evento esplendoroso, grandioso
(ousaria até dizer TOP) para usá-las. E nessa espera perco a oportunidade de me sentir bem usando o que eu realmente gostaria. Às
vezes uma tarde com amigos de faculdade, que há muito tempo você não vê, seja uma dessas ocasiões. A primeira visita à avó do seu namorado, uma saída
rápida para tomar sorvete...
Essa reflexão me veio hoje, no
momento em que me peguei repreendendo meu irmão por vestir a roupa com a qual o
presenteei no Natal.
- Você vai sair? Vai fazer algo
especial?
- Não
-Então por que não guarda essa
roupa para um evento importante?
- Vou usá-la muitas vezes, porque
adorei o presente.
E depois de alguma insistência
minha nesse assunto, ele resolveu trocar de roupa.
Quando voltou, me desculpei.
E isso me fez pensar que quem faz
o momento ser importante é você. E se gostar de alguma roupa, use-a sempre que
puder. Com ela, você informará ao mundo (e a você mesmo) que não há nada mais
especial do que o agora.
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