sábado, 12 de janeiro de 2013

Superproteção

Postarei agora uma de minhas poesias arquitetadas em tempos remotos:



Presa num sofá circular
A criança procurava seus medos espantar

Com uma caneca brilhante 
Um cordão e um barbante ela aprendeu a sonhar
E foi assim tão de repente 
Que toda aquela gente parou para observar

E com uma lágrima contida 
A matriarca abatida 
Viu seu pesadelo se realizar

Aquele anjinho inocente
Já possuía em mente um plano complexo a executar
E toda a armadilha armada
Já não valia de nada, não se podia duvidar

É assim com todo filho, a mãe cria no sucrilho, 
No mingauzinho de milho pra depois ele se mandar
Todo a aquele poder investido, na mãezinha de vestido,
Hoje se encontra adormecido no mesmo velho sofá circular.

Como é que qualquer criança
Poderá enfrentar as mudanças se aquele ser ficar a empacar?
É certo que precisamos de auxílio, de afeto, 
Mas POXA, o feto um dia em homem irá se transformar!

Superproteção, uma ameaça à nossa formação
Tão dependentes seremos então
Se não caminharmos com nosso próprio caminhão.

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