quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Ao meu avô Elísio

Sempre tinha no bolso uma "pratinha"
Amava um dominó
Veio de longe, lá da Bahia
Mas nunca esteve só

Fanília grande ele tinha
E sendo dos filhos o primeiro,
Era mais cobrado, como costumeiro
E trabalhou desde muito cedo

Viu Candelária e dela se enamorou
Sem demora, logo casou
Cinco filhos: uma moça e quatro rapazes
Encheram de luz e vida essa união

Após, com a vinda dos netos
A seriedade foi abrandada
Todos caiam na gaitada
Com as suas traquinagens

Primeiro se foi sua esposa
Deixando uma enorme saudade
Que nem todo passar da idade
Deixará amenizar

Agora se vai Elísio
No ciclo da vida sem dó
Vai o homem, ficam as memórias
Mas saiba, o senhor nunca estará só.

 



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