terça-feira, 25 de julho de 2017

O inevitável abrir de portas

O que realmente importa?
O que te move?
O mundo gira
O tempo não para
E você?

Que bom seria
Saber o que o futuro te reserva
Para extirpar a daninha erva
E ver florescer o jardim mais belo

Impossível se agarrar ao ar
À plêiade quase infinita de desfechos
Vai vai vai... não vou
Conservo essências, descarto apetrechos

Sinto o peso do incerto
Sei que o incômodo é geral
Para uns menos traumático
Para outros, visceral

Caminho outro não há senão seguir
Fingindo se importar
Sorrindo, dispersos, a continuar

No pesado fardo de existir 

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