Ode à minha amada
Zoraide,
Assim que te vi pela primeira vez, você
ainda era uma criança e pensei cá comigo: Ali está a mulher da minha vida,
minha eterna companheira.
Vejo como num sonho que de outra
existência já conhecia esta que seria a mãe dos meus filhos. Filhos estes que
eu já amava antes mesmo de nascerem, tidos com essa mulher incrível que me
permitiu realizar um grande sonho: o de ser um jovem pai.
Dez de abril de 1964: data em que
completaria 21 anos, casei-me contigo e essa decisão foi, sem dúvidas, o meu
maior acerto. Tenho consciência de que não lhe dei a vida que merecia. Às vezes
nossa juventude nos leva a cometer erros, momento em que deixamos o céu por ser
escuro e caminhamos ao inferno a procura de luz.
Porém hoje, amada, vejo que nada seria
sem tua presença e apoio a cada momento. És o único espelho que quando estou
triste olho e me vejo sorrindo. Só tenho a agradecer a Deus, por ter me dado
esse presente que, entre tantos outros, foi um dos melhores que Dele já recebi.
Do
seu admirador eterno,
Jaime Resende
Magalhães
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