segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Texto de meu saudoso avô Jaime

Ode à minha amada


Zoraide,
        
         Assim que te vi pela primeira vez, você ainda era uma criança e pensei cá comigo: Ali está a mulher da minha vida, minha eterna companheira.

         Vejo como num sonho que de outra existência já conhecia esta que seria a mãe dos meus filhos. Filhos estes que eu já amava antes mesmo de nascerem, tidos com essa mulher incrível que me permitiu realizar um grande sonho: o de ser um jovem pai.

         Dez de abril de 1964: data em que completaria 21 anos, casei-me contigo e essa decisão foi, sem dúvidas, o meu maior acerto. Tenho consciência de que não lhe dei a vida que merecia. Às vezes nossa juventude nos leva a cometer erros, momento em que deixamos o céu por ser escuro e caminhamos ao inferno a procura de luz.

         Porém hoje, amada, vejo que nada seria sem tua presença e apoio a cada momento. És o único espelho que quando estou triste olho e me vejo sorrindo. Só tenho a agradecer a Deus, por ter me dado esse presente que, entre tantos outros, foi um dos melhores que Dele já recebi.

                                                                           Do seu admirador eterno,

                                                                                  Jaime Resende Magalhães

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