domingo, 8 de setembro de 2013

Domingo-feira

Domingo é dia de acordar tarde
De escovar os dentes e logo almoçar
Mas aqui em casa o esquema é diferente
Meu pai acorda cedo e vai logo me chamar

- Vamos à feira. Sua ida está valendo um pastel
Aprecio a companhia dos filhos
E ainda te pago uma garapa
Doce feito mel

Reviro pela cama e quero acreditar
Que aquilo não passou de um pesadelo
Enquanto escuto meu irmão resmungar
Ignorar ou aceitar de vez aquele apelo

Então levantamos todos
Dispostos feito a peste
E minha mãe já vai gritando
“escolha bem e o que preste!”

O pastel é a primeira parada
Cada um já possui seu sabor definido
Carne, carne com queijo e queijo com presunto
Depois disso todo mundo se sente bem nutrido

É então que meu pai se aproveita
Traz-nos com um único objetivo:
O de carregar as compras para casa
E nos suborna com um pastel sugestivo

Olha a gueroba, gueroba
Beleza da natureza
Olha a nossa banana terra
Que maravilha, que beleza!

Depois que o cobre da feira acaba
Lá voltamos nós para o aconchego do lar
Carregando sacolas pesadas
Dizendo ser a última vez que ele conseguirá nos engambelar

Mas não resistimos e voltamos
Ludibriados pelo pastel enganação
Que nos retira da inércia dominical
Que acaba se transformando em uma rotineira diversão

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